O Espaço de Eos

Esse espaço é parte de todos os artista; Se amas as as artes plásticas (ou visuais ), a poesia e a filosofia (de forma completa ) Esse é seu espaço.


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quarta-feira, outubro 28, 2009

Vate de sangue



Na vastidão do sertão
Com lágrimas, sequioso,

Verte a vate ressequida

Oh, sofrido poeta!


Vilânia vate

verte sobre o solo

que lhe verte a sorte.


Rebenta o corpo ao pó

Reboa a vate em nênia

Tétricas notas entoa o poeta


Rebenta em pranto a Eggus

Que lhe ri com vileza

Zurze-o com árdua vate.




Herói esquecido







Entoou o birimbal


Ao chorar do temporal,


Destarte, não se pode conter


Nem as águas na proa


Nem a chibata que poria


o sulcos negreiros o sangue verter.


De súbito


Soou a viola


Com notas rasteiras


Juntando ao pandeiro


De Zumbi de Angola,


Que brasileiro agora,


Mas dantes negreiro.


CHEGOU A CAPOEIRA


E...


Mareou sobre mar


Sem ser marinheiro


E usando coleiras


O poeta negreiro


Versou capoeira.


Zumbi de Angola


Viveu das vitórias


Que o povo negreiro


Se esquece agora,


E, se houve História


Vem a dele primeiro.



sábado, outubro 24, 2009

Dar um tempo

**Ja faz bom tempo que não há postagens no Espaço de Eos; O fato ocorrido, ou, não ocorrido não é falta de inspirações, mesmo porque tenho algumas para publicar, Só estou esperando tempo mais própicio.




Aos que por aqui passaram ou passarão

Abraços, felicidades e paz.

terça-feira, outubro 06, 2009

Estranhas aves

**Ontem as aves às sombras dormiam
E ao amanhecer
Eram abutres comendo as próprias carnes
Eu sei eram as mesmas aves
Mas, onde as cores ostentadas?
Onde os vôos triunfantes?
Eu sei eram as mesmas aves
Que famintas "retumbavam brados"
Buscando lugar ao sol
E o sol da justiça?
E o sol da liberdade?
Não raiou, não raiou.
Eram as mesmas aves
E fugiram à luta
Será que dormiram?
Não, propositalmente as esqueceram.
Roubaram-lhes
Os bosques, as flores e os amores.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Sala de Sousândrade

No fundo de nosso quintal
Deserta paisagem
De contrariedade tal
Que nos dá falsa mensagem.

Sala dos grandes poetas
Deles salas, a nos quintais desertos
Nobres de brasas-setas
Esses poetas estavam certos.

De lá lapidada cultura
Como sousândrade
Escoamos e aterramos em sepulturas
De dura e seca realidade.

Podia eu ampliar essa quadra
Mas, pedirei por caridade
Favor potentados, não ladram
Meu quintal, sala de Sousândrade.